Bairro C - Distrito Musical
28 de Fevereiro iremos receber Summer of Hate e Ocultara
Summer of Hate (SOH) é uma banda de shoegaze de Espinho formada por João Martins, Laura Calado, Pedro Lopes, Fábio Pereira, Xavier Valente e Ricardo Fonseca.
A sua sonoridade cruza shoegaze e psicadelismo com influências de rock e pop 60’s, revivalismo 80’s (Echo & The Bunnymen, The Jesus and Mary Chain, Spacemen 3), post-punk, noise e sonoridades folk médio-orientais.
Desde a formação, têm percorrido o país entre salas e festivais como Maus Hábitos, Sabotage, ZdB, Basqueiral e Reverence, partilhando palco com nomes nacionais e internacionais.
Após o álbum de estreia Love is Dead! Long Live Love! (2022), preparam agora o lançamento de Blood & Honey (2026), pela americana Tee Pee Records.
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Invocada pela urgência de dar voz a rituais esquecidos e às sombras da psique humana, Ocultara molda um monumento sonoro de riffs lentos, arrastados e inevitáveis. Emergindo das profundezas, a banda faz da cadência o seu único culto.
Ricardo Sampaio comanda a distorção e os vocais ricos em ecos longínquos e cavernosos que parecem emanar de uma garganta sem fôlego, evocando presenças que a luz há muito esqueceu. A fundação deste caos controlado é cimentada pelo baixo de António Campos e pela bateria de Jorge Miranda, arquitetos de um movimento perpétuo onde o tempo é sacrificado no altar da lentidão absoluta, onde o som insiste, esmaga e corrói a percepção.
A paisagem resultante é uma névoa densa de psicadelismo negro, um território infértil onde a escuridão e as correntes da dependência se entrelaçam. Bebendo da seiva venenosa de Electric Wizard, da malevolência narrativa de Uncle Acid e da possessão rítmica de Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs, o trio constrói um monólito de volume e vácuo.
Das sombras para o abismo, o ritual começa agora.
22h30