Banhos Velhos 2026
Depois de um ano intenso de concertos em Portugal e além-fronteiras, Fidju Kitxora consolidaram o seu destaque e reconhecimento a nível nacional, e inauguraram o caminho para a sua carreira internacional em 2025. O coletivo marcou presença em importantes palcos e festivais internacionais, como o Mercat de Música Viva em Vic, o BAM em Barcelona e o Transmusical em Rennes e agora em 2026 o Eurosonic Festival. Fidju Kitxora, um projeto recente e envolto num certo mistério, que transita entre Lisboa e Cabo Verde, lança em 2024 o seu álbum de estreia, Racodja. Evocando vozes da diáspora – passadas, presentes e futuras – o grupo mistura diferentes linguagens numa música viva e em constante transformação, onde se sentem o calor do funaná, o balanço do semba, as síncopes do kuduro e da afro-house, entre outras fusões autênticas. Tudo isto é complementado por gravações de campo, sintetizadores etéreos, samples vocais e uma avalanche de batidas contagiantes.
Memória de Peixe: "III" convida-nos a mergulhar em mundos paralelos e estranhas coincidências, atravessando profundezas aquáticas, encontros com fantasmas, mensagens do futuro, pássaros que cruzam dimensões e mortos-vivos que despertam. Tudo isto envolto num espírito indie pop experimental, por vezes psicadélico, por vezes exploratório, entre ecos de jazz, hip-hop e a inquietação noctívaga dos filmes de David Lynch. O saxofone de José Soares reforça essa atmosfera onírica, enquanto a transição para o formato trio — com Miguel Nicolau na guitarra, Pedro Melo Alves na bateria e eletrónica, e Filipe Louro no baixo — marca um novo capítulo para Memória de Peixe.
22h