Judite Canha Fernandes
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À volta da cidade
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Apanhar um peixe com as mãos
Apanhar um peixe com as mãos
Judite Canha Fernandes
Escrever um livro é lançar a memória ao futuro. Como é que olhamos para a vida e a reescrevemos em histórias, poemas e ficções que alimentam o imaginário de milhões de leitores? A memória é tão difícil de agarrar como um peixe com as mãos, mas como é que a seguramos, burilamos e ficcionamos de múltiplos pontos de vista? As palavras, sob a forma de literatura, assumem um papel fulcral na criação de mundos que, muitas vezes, como supôs Oscar Wilde, colocam a vida em perspetiva: a arte imita a vida ou a vida imita a arte? Na última sexta-feira de cada mês*, na Casa da Memória de Guimarães, estaremos à conversa com um/a convidado/a sobre memória, literatura e muitas outras coisas. O momento, informal, será pontuado por leituras abertas. Tragam poemas, excertos de textos, microcontos ou palavras que gostariam de ler e juntem-se a nós para um copo de vinho e partilhas (mais do que) literárias. Teremos em todas as edições a parceria da Evineo Wine Boutique, responsável por selecionar os vinhos servidos. Esta curadoria acrescentará uma nova dimensão de descoberta e partilha em cada sessão.
Judite Canha Fernandes
Funchal, 1971, é escritora e dramaturga. Publicou poesia, romance, novela, conto, e literatura infanto-juvenil. É doutorada em Ciência da Informação, licenciada em Ciências do Meio Aquático e pós-graduada em Biblioteca e Arquivo. Entre outras distinções, foi prémio Agustina Bessa Luís, duas vezes semifinalista do Prémio Oceanos, menção honrosa no Prémio Literário Ferreira de Castro, no Prémio Literário Dias de Melo. O seu romance “Um passo para sul” foi nomeado como melhor livro de ficção narrativa pela Sociedade Portuguesa de Autores e faz parte do Plano Nacional de Leitura 2020- 2027. “Mel sem Abelhas”, o seu último romance, venceu o Prémio Literário Edmundo Bettencourt em 2024. É uma das 31 mulheres retratadas em “Mulheres do meu País – Século XXI”. Foi traduzida para espanhol, inglês, italiano, francês e alemão. A sua obra, que já foi adaptada para cinema, rádio e composição musical, é objeto de investigação em várias universidades. Entre 2011 e 2016, foi representante da Europa no Comité Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. É publicada em Portugal pela “Gradiva, “Companhia das Ilhas e “Pato Lógico, em Espanha”Caleidoscopio de Libros e pela Crea ediciones, no Brasil pela “Urutau, “Asterisco Edizioni e pela “Nazione Indiana.
NOTA: …apanhar um peixe / com as mãos são versos de um poema de Adília Lopes
Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível
Entrada livre
21h30
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