Da Quaresma à Páscoa 2026
-
Início
-
Descobrir
-
À volta da cidade
- Da Quaresma à Páscoa 2026
DA QUARESMA À PÁSCOA - 2026
De 20 de março a 12 de abril
PROGRAMA
De 20 de março a 12 de abril
Exposição "A Paixão em Guimarães"
Terça a Domingo*
10h00-12h00
14h00-17h00**
Entrada livre, limitada à capacidade dos espaços
*Com exceção do Domingo de Páscoa, 05 de abril.
**Com exceção da Sociedade Martins Sarmento que apenas abre pelas 14h30.
SINAIS DA PRESENÇA
A Arca e o Cordeiro; O Trono e o Pelicano
Mais uma vez, o visitante de Guimarães é convidado a percorrer o seu centro histórico, pontuado por alguns singelos monumentos ao ar livre, alusivos à Paixão de Cristo. Nesse percurso, terá oportunidade de contemplar alguns tesouros do património legado pelas gerações que nos antecederam. Se lhes prestarmos atenção, esses tesouros falam-nos. Para melhor os entendermos, seleccionámos alguns “Sinais” com uma mensagem comum, sempre dentro do período que intitula esta recorrência anual: Da Quaresma à Páscoa. Cada ponto do itinerário terá imagem e didascália própria, pensada quer em função do percurso geral quer – com as necessárias repetições – em função de uma visita avulsa. Nos Sinais que escolhemos – A Arca e o Cordeiro; O Trono e o Pelicano – se vão inserir todas as peças este ano convocadas. Naturalmente, a língua que eles falam é a da religião cristã; pelo que, antes da leitura, o nosso visitante poderá fazer uso da informação prévia que aqui lhe oferecemos. É uma simples proposta de contextualização para melhor fruir da mensagem que o património encerra.
Atentemos primeiro no seu pano de fundo. Segundo a fé cristã, o mundo não está como Deus o fez. O projecto do Criador seria o de um mundo encimado por uma criatura semelhante a Ele, uma Pessoa, dotada de consciência e liberdade, destinada a fruir da Sua Eternidade. Como criatura, porém, ela poderia falhar. E o facto é que falhou, ficando incapaz de realizar por si só esse fim eterno. Mas o Criador é fiel. A História humana passa a ser uma “História da Salvação”, que termina na Ressurreição de Cristo e sua Ascensão ao Céu, com a restituição dessa capacidade de viver com Deus para sempre. Essa iniciativa divina, tão gratuita quanto a criação, compõe-se de duas partes ou “Testamentos”. No Antigo Testamento, Deus reaproxima-se da humanidade através de uma nação para isso escolhida, o povo Hebreu, com quem faz uma espécie de Aliança matrimonial, exclusiva e irrevogável.
A Arca
Para coabitar com esse seu povo, Deus tem uma Tenda (mais tarde, um Templo) em que quer estar realmente Presente. E a Sua Presença (em hebraico, shekinà), dá-se numa espécie de altar chamado “propiciatório”, que cobre a Arca da Aliança, num espaço delimitado por dois Querubins (“Guardas da Presença”, assinalados por um ou dois pares de asas). Na Arca guardam-se alguns tesouros, sobretudo o pacto da aliança escrito em pedra (o texto conhecido por “Dez Mandamentos”) e um vaso com maná, um certo Pão que descera do Céu para salvar o povo, numa ocasião dramática em que estivera a ponto de morrer de fome na sua travessia de 40 anos no Deserto (e por isso nos cruzaremos com o Profeta Elias, salvo, também ele, pelo Pão que um anjo lhe trouxe do céu, quando, como que em miniatura, atravessou o Deserto durante 40 dias, em fuga do Rei Acab).
O Cordeiro
Aconteceu esse drama rumo a uma Terra que Deus prometera aos Hebreus quando decidiu libertá-los do Egipto, onde viviam na condição de escravos. Na noite da fuga, todas as casas seriam visitadas pela Morte. Poupadas, seriam somente as portas dos hebreus, assinaladas pelo sangue de um Cordeiro, que sacrificariam para a ceia derradeira, antes de “passarem” além do Mar Vermelho. Páscoa significa “passagem” e o Cordeiro dessa Páscoa era figura de Cristo e da sua Páscoa, “passagem” além da Morte.
Com Cristo, estamos já na segunda parte da História da Salvação. Nessa, é o próprio Deus, sem mediação, que assume a condição humana. Fazer-se humano numa humanidade arruinada implicou acabar na Cruz. Cristo crucificado é a realidade figurada por todo o Antigo Testamento, sobretudo no Cordeiro. Por isso veremos o Precursor do Messias, João, o Baptista, representado junto de um Cordeiro, para o qual por vezes aponta, no acto de o anunciar como “Cordeiro de Deus”. Como é esse mesmo Cristo (em hebraico “Messias”) quem abre o acesso à Eternidade, vamos vê-lo também representado segundo uma visão do Livro do Apocalipse, poisado sobre um Livro fechado por Sete Selos. O número Sete indica a máxima plenitude e o Livro é o da Vida de cada pessoa, na hora do julgamento decisivo. É que - diz o Apocalipse - “só o Cordeiro sacrificado é digno de o abrir”. Também o próprio Cristo, na Ceia da sua Páscoa, antes da crucifixão, se identificara com o Cordeiro sacrificado. Nessa hora, decidira que a Presença se daria agora no seu próprio Corpo e Sangue, identificados com o alimento dessa Ceia, o Pão e o Cálice do Vinho: “Isto é o meu Corpo, entregue por Vós (hoc est enim corpus meum); este é o Cálice do meu sangue, da nova e eterna Aliança”. E manda repetir para sempre o seu gesto: “fazei isto em memória de mim”. Assim, tanto o rito central dos cristãos, a Missa, como a vida eterna que nela alimentam, passam a descrever-se como “Banquete do Cordeiro”: “felizes os convidados para o Banquete do Cordeiro”, reza a convocatória original em latim. Tanto se habituaram os cristãos a ver Cristo como Cordeiro, que o Pão da nova Presença, (“verdadeiro Pão descido do Céu”, nas próprias palavras dele), passou a ser conhecido por “Hóstia”, um termo técnico latino para designar o cordeiro sacrificado (o contraponto de Víctima, para o gado bovino).
A pensar nos doentes e outros impedidos, para pôr de parte uma “Reserva” desse Pão da Vida (panis vitae) alimento da vida eterna (e, depois, para adorar a Presença nessa Hóstia, Pão do Céu realizado), a fé cristã gerou dois géneros de artefactos sagrados, um para a guardar escondida, e, outro para a guardar exposta ao olhar dos fiéis.
O primeiro género deu origem ao Tabernáculo (“pequena tenda”, em memória da primeira morada da Presença, no deserto); difundido, depois, na forma de um pequeno Templo, veio a designar-se mais comummente, à maneira romana, por “Sacrário” (o “lugar do sagrado”, por excelência), lugar “tremendo” a que alude o verso da consagração dos Templos, locus iste sanctus… mas também lugar da suave manifestação silenciosa da Presença, que experimentou na gruta do Monte Sinai, o Profeta Elias.
O Trono ou Tribuna
O segundo género deu origem, na Liturgia latina, à Custódia ou Ostensório, umas vezes em forma de Lanterna, outras, de Sol radiante, reflectindo a associação bíblica de Cristo à luz ou ao Sol. A liturgia oriental não precisou de gerar este culto. Mas no cristianismo latino insinuou-se por vezes a dúvida na realidade daquela Presença total de Cristo na Hóstia, pela qual o Pão é o Corpo vivo da Ressurreição e da Ascensão ao Céu, o ser humano integral no estádio definitivo para o qual foi criado. Por isso, foi também no ocidente que uma espécie de sistema imunitário ensinou a alimentar a fé pela adoração mais sensível. Assim teve origem o rito de Elevação da Hóstia e o costume de a expor à adoração pela visão. A adoração da Presença marcou mesmo o estilo de vida de religiosas como as de Stª Clara, representada assim com a Custódia, no formato primitivo da Teca em que muitos depois viram a forma de uma lanterna (conta-se que foi empunhando-a, que ela deteve milagrosamente um bando de sarracenos prestes a invadir o seu Convento). Por esta adoração, o fiel pode saborear antecipadamente o cumprimento da mais antiga e profunda aspiração da mente humana, que é “ver a Deus”: ver, agora, sob a aparência da Hóstia, na distância de um Trono elevadíssimo que representa o céu entreaberto, Aquele mesmo que um dia há de ver “face a face”. Só em Quinta Feira Santa, aludindo à Morte de Cristo, a Custódia é aí substituída por uma Urna que o subtrai à vista, e que alude, pela óbvia analogia da função, à primitiva Arca, aquela que guardava o maná, Pão do Céu figurado.
Este “Trono do Santíssimo” destinado a Deus exposto na Custódia - um trono que os antigos nunca viam vazio, pois estava normalmente oculto por uma pintura ou uma cortina e só se abria em raras ocasiões numa festa ascensional de velas e de flores – veio a tornar-se uma marca arquitectónica identitária do mundo lusófono. O visitante reparará que todas as igrejas do nosso percurso o têm ao centro do Retábulo. O próprio Santuário da Penha, que parece excepção, só não o tem… por culpa de um desastroso incêndio, em que ardeu o Retábulo de talha dourada do antigo Convento de Stª Clara (hoje Câmara Municipal), que a Irmandade com tanto esforço adquirira para o efeito.
O Pelicano
Arca, Cordeiro e Trono têm profundas raízes no Antigo Testamento dos livros bíblicos, todos eles lidos e relidos à luz de Cristo. Mas cedo esta leitura transbordou da tradição bíblica, indo descobrir figurações dele em outras tradições da humanidade. Nos tesouros que vamos visitar, aparece frequentemente, a modo de emblema encimando Sacrários ou marcando a base de Custódias, Urnas e Cálices - ou, até, a presidir a uma inteira fachada, como na Penha - um Pelicano no seu ninho com as crias.
Neste emblema, conflui desde muito cedo uma pluralidade de fontes. O gesto de golpear o peito com o bico curvando-o depois para alimentar as crias (um bico tão peculiar que lhe valeu o nome - do grego pélekys, “machado”), bem como o facto de se apresentar amiúde de bico e peito ensanguentados pelas presas que dilacera, estarão na origem de uma crença segundo a qual alimentaria os filhos com o próprio sangue. Rezava uma lenda que, disputando o alimento, as crias cegaram o Pelicano-mãe e que esta, num acesso de ira justiceira, as matou à machadada com o portentoso bico, mas as fez reviver após um luto de três dias, dilacerando o próprio peito e irrigando-as com o seu sangue. Aparece já essa lenda popular, narrada e interpretada no sentido de sacrifício pelos filhos, no Physiologus, uma espécie de bestiário alegórico do século II, redigido no cristianismo alexandrino. Com Stº Agostinho, a imagem ganha autoridade conectando-se à exegese alegórica do Salmo 101, 1: “Tornei-me semelhante ao Pelicano, que habita na solidão”. Fá-lo referindo-se no feminino à “ave” para aludir inequivocamente à cena do Pelicano-Mãe, com as crias no ninho. E fá-lo, curiosamente, cedendo a uma popularidade que tornaria já tal cena incontornável; um tanto a contragosto, portanto, não deixando de precaver o ouvinte contra o carácter popular da informação:
“Quanto ao que se diz, e se lê, acerca desta ave, isto é, o Pelicano, não ficaremos calados; (…). Ouvi-o, vós, de tal modo que, a ser verdade, se lhe veja o sentido (…). Diz-se que estas aves, a golpes dos bicos, matam as suas crias e as choram, mortas no ninho, pelo espaço de três dias. Diz-se ainda que, finalmente, a mãe acaba por se golpear cruelmente a si mesma derramando sobre os filhos o seu próprio sangue e que estes, por este sangue assim aspergidos, tornam à vida. Talvez seja verdade, talvez não. Mas, se é verdade, vede como bem se adequa àquele que nos vivificou com o seu sangue. Adequa-se-lhe, enquanto é a carne da mãe que vivifica os filhos pelo seu sangue. E bem se lhe adequa até nisto, pois Ele mesmo se diz uma galinha com os pintainhos sob as asas: ‘Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes quis juntar os teus filhos como uma galinha a seus pintainhos debaixo das asas, e não o quiseste’! Sim, porque Deus tanto tem a autoridade de um pai como o afecto de uma mãe.” (Ennarrationes in Psalmos, in Ps. 101, 7-8, Pl 36, tr. nossa).
Com intacta popularidade, o ícone do Pelicano com as Crias atravessa os bestiários medievais, agregando a si a carga simbólica da antiga Piedade, a virtude que na Roma antiga sintetizava o amor e a dedicação dos pais para com os filhos, dos filhos para com os pais, dos homens para com a divindade e da divindade para com os homens. O Pelicano fala, assim, das Cinco Chagas da Paixão, de onde flui à humanidade caída, o Sangue da nova vida (as mesmas Chagas que vamos encontrar nos estigmas de S. Francisco). Mas nesse derramamento de sangue divino por amor dos filhos, fala sobretudo de Piedade: a Piedade realizada por excesso na Paixão de Cristo, mas também o seu contraponto feminino, a Piedade da Mãe para com o filho morto após o descimento da Cruz, de onde título de Senhora da Piedade. Como símbolo de Piedade, nesse novo sentido de caridade para com os desvalidos, o Pelicano tornou-se depois emblema de alguns Monti di Pietà, essa instituição bancária germinal, verdadeira inventora do microcrédito, de fundação e difusão franciscanas (é nesse sentido originário que o mesmo ícone é conhecido dos portugueses como logotipo do banco Montepio). E tudo isto vem desaguar no Adoro Te devote, um dos hinos compostos por São Tomás de Aquino para a Festa do Corpo de Deus, no mais antigo sentido da alegoria, que era o da irrigação lustral e vivificante: “Adoro-Vos devotamente, ó escondida divindade/ que nas figuras de pão e vinho verdadeiramente estais (…) Piedoso Pelicano, Senhor Jesus/ lavai-me, a mim, imundo, com Vosso Sangue/ de que uma só gota basta/ a lavar do pecado o mundo inteiro”. Um hino que, pela frequência do culto eucarístico, sabia certamente de cor, quem encomendou estas obras. Para todo este filão imaginário remetem os nossos Pelicanos. Representam eles, a modo de emblema, a mesma Presença divina: no Sacrário, ou na Custódia e na Urna sobre o Trono.
Finalmente, a par do Pelicano e com este por vezes confundida, reparemos no frequente emblema de outra ave: a Fénix em seu ninho de labaredas. Esta ave de lendária longevidade, relacionada com o ciclo infinito do ressurgimento solar, provém decerto de antigas culturas semitas (note-se a comum origem do seu nome, Phoenix, com etnónimos como Fenícios ou Púnicos) mas, assumida pela tradição poética grega, é já símbolo, nos inícios da era cristã, da imortalidade da alma humana. Ao fim dos seus séculos de vida, a ave extingue-se sobre uma pira de lenhos aromáticos, de cujas labaredas ressurge para levar ao Sol as cinzas da extinta. Na simultânea identidade e diferença entre o corpo extinto e o ressurgido, os cristãos logo a adoptaram como símbolo de Cristo ressuscitado e subido ao Céu. Completa assim, a Fénix, a Paixão narrada pelo Pelicano. E na sua complementaridade, formam ambos nesta visita o mais eloquente Sinal da Presença antiga, hoje perpetuada no Pão do Céu, que os cristãos designam por “Hóstia”: o Cordeiro que segundo o verso pascal, “resgatou as próprias ovelhas” (redemit oves).
Poderá agora o leitor visitar Guimarães, descobrindo os pontos-chave em que se acham disseminados tantos destes eloquentes Sinais da Presença. No fim, oxalá o tenhamos ajudado a comunicar com as gerações que nos legaram este património. As cidades, como as famílias, têm tanto mais futuro quanto maior for o diálogo entre as suas gerações.
Sexta-feira, 20 de março, 10h00
Inauguração da Exposição
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Locais:
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
1. Custódia
2. Cálice
3. Cartela com a inscrição: «locus iste Sanctus est»
1.º Passo da Paixão
4. Passo da Via Crucis
Jesus cai pela primeira vez
Igreja de São Francisco
5. Cálice e custódia
6. Sacra Central em madrepérola: Hoc est enim corpus meum
7. Estigmatização, na Tela do Trono e no Retábulo da Sacristia
Igreja de São Sebastião – Domínicas
8. Sacrário encimado por Pelicano
9. Urna ou Cápsula de Quinta Feira Santa
10. Cordeiro bordado sobre Teca para o “Viático”
Sociedade Martins Sarmento
11. Calvário
12. Estampa de Missal alusiva às Chagas
13. Livro de Coro aberto na Sequência Pascal: Agnus redemit oves
Basílica de São Pedro
14. Sacrário alusivo ao Templo de Jerusalém
15. São João com o Cordeiro
16. Bom Pastor indo-português, com Cordeiro ao colo
Igreja da Misericórdia
17. Escadório e Trono ou Tribuna do Santíssimo
18. Nossa Senhora da Piedade (bandeira processional da Irmandade)
19. Brasão das Quinas no Tímpano do Retábulo
5.º Passo da Paixão
20. Passo da Via Crucis
Jesus é despojado das suas vestes
Oratório do Senhor dos Desamparados
21. Crucifixo e cenas da Paixão
2.º Passo da Paixão
22. Passo da Via Crucis
Jesus encontra sua Mãe a caminho do Calvário
Museu de Alberto Sampaio
23. Urna para o Santíssimo
24. Tela do Cordeiro Pascal
25. Sagrada Família preludindo à Paixão de Cristo
Câmara Municipal de Guimarães - Fachada do Antigo Convento de Stª Clara
26. Santa Clara empunhando a Custódia
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
27. Capela da Reserva Eucarística
28. Sacrário: Cordeiro do Tímpano e Tetragramas
29. Sacrário: Cenas das Portadas
3.º Passo da Paixão
30. Passo da Via Crucis
Jesus cai pela segunda vez
4.º Passo da Paixão
31. Passo da Via Crucis
Jesus consola as mulheres de Jerusalém
Igreja de São José do Carmo
32. S. João Baptista com Cordeiro
33. Profeta Elias no sono (Coro Alto)
34. Profeta Elias (Retábulo)
Igreja de Santo António dos Capuchos
35. Sacrário
36. Estigmas de S. Francisco (sacristia)
37. Brasão franciscano com os estigmas
Cruzeiro da Paixão
38. Cruzeiro com símbolos da Paixão
Santuário da Penha
39. Pelicano na fachada, reproduzida no Sacrário
40. Conjunto de Cálice e Custódia
41. Missal Bracarense do séc. XVIII na página da Ascensão ao Céu
De 22 de março a 12 de abril
Solenidades Religiosas
Domingo, 22 de março
16h00
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
Procissão dos Santos Passos (Procissão do Encontro)
Note bem: caso chova no dia 22 a referida Procissão sairá no domingo de Ramos, dia 29 de março, pelas 17h00.
Quarta-feira, 25 de março
21h30
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
Via Sacra
Note bem: caso chova será realizada na Igreja
Sexta-feira, 27 de março
19h00
Igreja de São Francisco
Missa em Honra de Nossa Senhora das Dores
Domingo de Ramos, 28 de março
8h00
Igreja de São Domingos
9h00
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
11h00
Igreja da Misericórdia
Basílica de São Pedro
Celebração da Eucaristia
11h45
Igreja da Misericórdia até à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Bênção dos Ramos e Procissão
12h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Igreja de São Sebastião
12h30
Igreja de São Francisco
19h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Celebração da Eucaristia
Quinta-feira Santa, 2 de abril
19h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
19h30
Igreja de São Domingos
Missa Vespertina da Ceia do Senhor e Lava-pés
21h00
Igreja da Misericórdia
Procissão das Endoenças
Note bem: caso chova será realizada na Igreja.
Sexta-feira Santa, 3 de abril
10h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Oração de Laudes, Meditação e Sacramento da Reconciliação
15h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Igreja de São Sebastião
16h30
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
Celebração da Paixão do Senhor
22h00
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
Procissão do Enterro do Senhor
Note bem: caso chova será realizada na Igreja.
Sábado, 4 de abril
10h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Oração de Laudes, Meditação, e Sacramento da Reconciliação
21h00
Igreja de São Domingos
21h30
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Celebração da Vigília Pascal
Domingo de Páscoa, 5 de abril
8h00
Igreja de São Domingos
Celebração da Eucaristia
09h00
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
Celebração da Eucaristia
Casas e estabelecimentos da Paróquia de Nossa Senhora da Oliveira
Casas e estabelecimentos da Unidade Pastoral de São Sebastião e São Paio
Visita Pascal
11h00
Basílica de São Pedro
Celebração da Eucaristia
12h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Recolha do Compasso Pascal e Celebração da Eucaristia
12h30
Igreja de São Francisco
Recolha do Compasso Pascal da Unidade Pastoral de São Sebastião e São Paio e Celebração da Eucaristia
15h30
Estabelecimentos do Centro Histórico da Paróquia de Nossa Senhora da Oliveira
Visita Pascal
19h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Celebração da Eucaristia
II Domingo da Páscoa, 12 de abril
8h00
Igreja de São Domingos
9h00
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
10h00
Igreja de São Domingos
11h00
Igreja da Misericórdia
Basílica de São Pedro
12h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Igreja de São Sebastião
12h30
Igreja de São Francisco
19h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Celebração da Eucaristia
28 de março
Conferência “Com o filho no colo. As esculturas da humildade e da piedade."
Professor Albertino Gonçalves
15h00 - Sociedade Martins Sarmento
Sinopse:
Em que se funda a originalidade da Pietà Vaticana de Michelangelo? Um esboço de resposta requer a comparação com obras precedentes, nomeadamente as “Imagens de Vésperas” (Vesperbilder: esculturas da piedade de origem germânica) e as Madonas da Humildade, dos séculos XIV e XV.
A especificidade da Pietà de Michelangelo talvez resida menos nas caraterísticas habitualmente apontadas (forma piramidal, desproporção dos corpos, juventude e serenidade da Virgem, apaziguamento do Cristo ou volume do manto) e mais nos efeitos de conjunto (espiritualização do mármore), nos detalhes (mãos da Virgem) e na diversidade de camadas de sentido.
Aspirando sobrepor o prazer ao saber, a comunicação quer-se mais uma apresentação poética do que de uma lição académica. “Conhecemos a verdade não apenas pela razão, mas também pelo coração” (Blaise Pascal).
De 27 a 29 de março - Fins-de-semana Gastronómicos
Os Fins de Semana Gastronómicos são uma iniciativa da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, que tem como principal objetivo promover a Gastronomia e os Vinhos enquanto produtos estratégicos para a afirmação turística da Região, valorizando o que cada destino tem de mais autêntico e tradicional.
Guimarães associa-se, uma vez mais, a esta iniciativa, contando com o apoio de diversas entidades locais, com o propósito de promover a Gastronomia Minhota e os Vinhos Verdes da Cidade.
Nesta edição dos Fins de Semana Gastronómicos, convidamos visitantes e comunidade local a embarcar numa verdadeira viagem pelos sabores tradicionais da nossa mesa: a reconfortante Sopa Rica, o clássico Bacalhau com Broa e a doçura inconfundível do Toucinho-do-céu de Guimarães, disponíveis nos 12 restaurantes aderentes.
Para quem vem de mais longe, o evento inclui ainda promoções especiais em 8 unidades de alojamento, bem como a participação de 4 Quintas de Enoturismo, que estarão de portas abertas e a promover diversas atividades ao longo dos três dias do evento.
Pratos: Sopa Rica (com feijão), Bacalhau com Broa e Toucinho-do-Céu de Guimarães
Estabelecimentos aderentes:
Restaurantes: Restaurante Buxa, Com Requinte, Cor de Tangerina, Paraíso 19.95, Restaurante Café Oriental, Restaurante Dan José, Restaurante Dona Mafalda, Restaurante Florêncio, Restaurante HOOL, Restaurante Renascimento, Restaurante Tia Xica e Restaurante Virtudes
Alojamentos: Paraíso Villas & SPA, Stay Hotel Guimarães Centro, Hotel D. João IV, Hotel Mestre de Avis, Casa do Juncal, Casal de S. Romão do Meio, The Grove Houses e Torel Royal Court
Quintas de Enoturismo: Quinta da Rabiana, Quinta dos Encados, Quinta Picouto de Cima, Quinta Pousada de Fora
Mais info.: http//:www.visitguimaraes.travel
Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães
De 27 de março a 04 de abril
Entre 27 de março e 4 de abril terá lugar mais uma edição do Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães, afirmando-se uma vez mais como um momento central da vida cultural da cidade e um espaço privilegiado de reflexão, espiritualidade e fruição artística. Ao longo destes dias, diversos espaços emblemáticos de Guimarães acolherão uma programação que reúne intérpretes de reconhecido mérito, agrupamentos especializados e instituições musicais da cidade, num equilíbrio entre dimensão internacional, excelência nacional e envolvimento do tecido cultural local.
A presente edição distingue-se por uma programação plural, que percorre diferentes épocas, linguagens e tradições da música religiosa, abrangendo a música antiga, o repertório coral, a literatura instrumental de matriz espiritual e a música contemporânea, entendida não apenas como criação recente, mas também como espaço de continuidade estética do pensamento religioso na música dos séculos XX e XXI. Esta diversidade estética corresponde à vocação do festival de apresentar ao público não apenas os grandes marcos do repertório religioso ocidental, mas também abordagens complementares que evidenciam a permanência do sagrado como dimensão transversal à criação musical.
Entre os intérpretes e agrupamentos convidados destacam-se o Ludovice Ensemble, o Ensemble de Música Antiga da ESMAE, o ensemble Suavissima Armonia, a Capella Sanctæ Crucis, a par da participação da Orquestra de Guimarães e do Quarteto de Cordas de Guimarães, do Coro Vilancico, Coro Encanto e do Grupo Coral de Azurém, cuja presença reafirma a forte ligação do festival ao tecido artístico da cidade. Assume igualmente particular relevo a participação do organista alemão Martin Welzel, reforçando a dimensão internacional da programação e o diálogo entre tradição organística europeia e o património instrumental local.
Assume ainda especial relevância a presença do Carrilhão LVSITANVS, com concertos ao ar livre no Largo do Toural e no Jardim do Coreto de Caldelas, numa iniciativa de forte impacto cultural e simbólico que aproxima a música do espaço público e alarga o alcance do festival a novos públicos. Do mesmo modo, e num claro esforço de descentralização cultural, alguns concertos terão lugar em espaços situados fora do centro urbano, em diferentes freguesias do concelho, promovendo uma maior proximidade ao público e uma distribuição mais alargada da oferta cultural pelo território.
A programação estende-se por vários espaços religiosos e patrimoniais da cidade e do concelho, entre os quais a Igreja da Misericórdia, a Igreja de São Francisco, a Igreja da Oliveira, a Igreja de São Domingos, a Igreja Românica de Santa Cristina de Serzedelo, o Santuário da Penha e a Igreja de Santo António dos Capuchos, bem como outros locais de relevante valor simbólico e acústico, reforçando a relação orgânica entre música, espiritualidade, criação contemporânea e património que constitui um dos traços distintivos do Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães.
Uma vez mais, o festival reafirma a sua vocação de serviço público cultural, propondo uma programação exigente e acessível que valoriza simultaneamente o património musical europeu, a música antiga, o repertório coral, a criação contemporânea e a vitalidade musical local. Neste sentido, esta edição consolida o festival como um espaço de encontro entre tradição e presente, contemplação e criação artística, contribuindo de forma significativa para a afirmação de Guimarães como cidade de intensa vida musical e cultural.
César Viana
27 de março
21h30
Igreja da Misericórdia
LUDOVICE ENSEMBLE
28 de março
11h00
Largo do Toural
CARRILHÃO LVSITANVS
17h00
Basílica de São Pedro
Coro Encanto
Grupo Coral de Azurém
21h30
Igreja de São Francisco
ORQUESTRA DE GUIMARÃES
29 de março
11h00
Jardim do Coreto de Caldelas
CARRILHÃO LVSITANVS
15h00
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
MARTIN WELZEL (órgão)
01 de abril
21h30
Igreja de São Sebastião - Dominicas
QUARTETO PARA O FIM DOS TEMPOS
CORO VILANCICO
02 de abril
Capela do Centro Juvenil de São José
21h30 - CONFERÊNCIA COM ALFREDO TEIXEIRA
21h45 - QUARTETO DE CORDAS DE GUIMARÃES
03 de abril
17h00
Igreja de São Domingos
ENSEMBLE MÚSICA ANTIGA DA ESMAE
21h30
Igreja Românica de Santa Cristina de Serzedelo
ENSEMBLE “SUAVISSIMA ARMONIA”
21h30
Mosteiro de Souto São Salvador
QUARTETO DE CORDAS DE GUIMARÃES
04 de abril
17h00
Santuário da Penha
ENSEMBLE “SUAVISSIMA ARMONIA”
21h30
Igreja de Santo António dos Capuchos
CAPELLA SANCTÆ CRUCIS
Outras Atividades
Páscoa no Arquivo 2026
20 a 27 de março - “A Bandeira da Cidade de Guimarães” - 10h00|14h30
Através de um jogo interativo ou da criação de uma bandeira, os participantes descobrem e trabalham os elementos heráldicos da bandeira de Guimarães. Relacionando as cores, os símbolos e a ligação da bandeira com a história da cidade, os alunos adquirem conhecimento sobre a identidade vimaranense.
30 de março a 2 de abril – “Símbolos da Páscoa" - 10h00|14h30
Nesta atividade, os participantes exploram os principais símbolos da Páscoa — o coelho e os ovos — e o seu significado ligado à renovação e à tradição. A sessão termina com a construção de um cartão original: de um lado, um telegrama-autógrafo com mensagem pascal; do outro, a ilustração de um coelho da Páscoa, criando uma peça criativa.
6 a 10 de abril – “Bordado com amêndoas” - 10h00|14h30
Os participantes são convidados a mergulhar nas tradições através do contacto com o Bordado de Guimarães explorando os seus motivos, cores e significados. Nesta sessão inclui também a partilha da lenda do folar. No final, desenham o bordado num saco de tecido para guardar as suas amêndoas.
Local: Arquivo Municipal Alfredo Pimenta;
Público-alvo: Pré-escolar; 1ºciclo do Ensino Básico
Duração: 1h30
Notas:
- Todas as atividades são gratuitas, sujeitas a marcação através do email arquivo.municipal@cm-guimaraes.pt ou pelo telefone 253 421 246 (chamada rede fixa nacional). Sujeito a confirmação.
- As atividades poderão ser fotografadas e/ou filmadas para registo e posterior divulgação do evento nas nossas plataformas digitais e noutros meios de difusão. Caso não autorize a publicação da sua imagem, deverá informar os serviços.
28 e 29 de março
Mercado de Flores
Queima do Judas
“Culpado, inocente ou não se lembra?”
Data: 4 de abril - 22h30
Local: Largo da Capela de S. Roque
Organização: Associação da Festa de Segunda-feira de Páscoa de S. Roque com a participação especial de OsMusiké - Associação Musical Artística do Centro de Formação Francisco de Holanda
Organização
Município de Guimarães
Parceiros do programa
- Museu de Alberto Sampaio (Exposição “A Paixão em Guimarães”)
- Sociedade Musical de Guimarães (Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães)
Parceiros
Arciprestado de Guimarães e Vizela
Associação da Festa de Segunda-feira de Páscoa de S. Roque
Centro Juvenil de São José
Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Cristina de Serzedelo
Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha
Irmandade do Príncipe dos Apóstolos de São Pedro
Junta de Freguesia de Caldelas
Laboratório da Paisagem
Lar de Santa Estefânia
Museu de Alberto Sampaio
Paróquias de São Paio e São Sebastião
Real Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira
Santa Casa da Misericórdia de Guimarães
Sociedade Martins Sarmento
Sociedade Musical de Guimarães
Turismo Porto e Norte de Portugal
Venerável Ordem Terceira de São Francisco
União de Freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar
Parceiro Media
Rádio Renascença
Sugestões
-
Informação para o mapa Elementos As Canções e os Filmes 2025
page

LocalLargo Condessa do JuncalAs Canções e os Filmes 2025
Datas24 Set- Agenda

- Concertos

- Agenda
-
Informação para o mapa Elementos Mercadinho Local
page

LocalMuseu Alberto SampaioMercadinho Local
Datas18 Out- Agenda

- Eventos

- Agenda
-
Informação para o mapa Elementos Mercadinho Local
page

LocalMuseu Alberto SampaioMercadinho Local
Datas11 Out- Agenda

- Eventos

- Agenda